Participe do XVI Encontro das UEBA
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Eles brigam, criticam um ao outro, tentam se desvincular da “velha política”, mas ao final estão todos juntos para defender seus próprios interesses: fazer a Reforma da Previdência para garantir os privilégios dos banqueiros, empresários, políticos e da alta cúpula dos militares; retirar verbas da educação para ter mais dinheiro para pagar a velha e falsa dívida pública aos banqueiros; privatizar o patrimônio público, entre outros ataques.
É isso que pretendem fazer o governo Bolsonaro, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Segundo vem sendo divulgado pelos representantes dos Três Poderes, a proposta é assinar um “pacto”, um documento com os compromissos assumidos pelo Executivo, Legislativo e Judiciário no dia 10 de junho, no Palácio do Planalto. O governo está redigindo o documento que garanta, em linhas gerais, o compromisso desses poderes em aplicar um plano que incluiria a reforma da Previdência e outras reformas defendidas por Paulo Guedes, como a tributária e desvinculação do orçamento para reduzir investimentos obrigatórios em saúde e educação e o projeto sobre segurança pública do ministro Sérgio Moro.
Resposta a protestos
Querem dar o nome para isso de “Pacto pelo Brasil” como se fosse uma união dos poderes a favor de resolver os problemas do país, em prol do povo, mas é exatamente o contrário.
É em resposta à piora nas condições sociais no país, com o aumento do desemprego, e ataques como os cortes no orçamento na Educação, a Reforma da Previdência que acaba com as aposentadorias, a destruição do meio ambiente, os ataques aos povos indígenas e quilombolas, entre outros, que a população tem tomado as ruas desde o início do ano, culminando no “tsunami” de milhões de manifestantes que foram às ruas nos dias 15 e 30 de maio.
Fonte: CSP-Conlutas, com edição.
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